Como é feita a apuração do Lucro Real

Lucro real é sinônimo de lucro tributável, que corresponde à base de cálculo sobre a qual incidirá a porcentagem do imposto de renda para pessoas jurídicas.  Sua apuração é feita a partir do lucro líquido, que é o ganho da empresa ajustado pela contabilização de suas despesas.

Obtido na escrituração comercial realizada pelo contador, o Lucro Real deve ser demonstrado no Lalur (Livro de apuração do Lucro Real) com a função de ajustar os demonstrativos contábeis à declaração do imposto de renda.

Sua apuração é obrigatória para empresas que faturam mais de R$48 milhões, e disponível para todas as outras que desejarem acatá-lo. Porém, sua utilização exige mais rigidez no controle das contas da empresa e consequentemente maiores gastos com a contabilidade. Em compensação, os impostos a serem pagos são menores frente a outras opções de regime tributário como o Lucro Presumido, que se demonstra como uma forma de tributação simplificada para determinação de base de cálculo do imposto de renda.

Para apurá-lo, algumas informações devem ser adicionadas na contabilização, como perdas, despesas, custos, encargos, provisões e participações. Além disso, resultados de rendimentos, receitas, ajustes decorrentes da aplicação dos métodos dos preços de transferência e lucros auferidos por controladas e coligadas domiciliadas no exterior também devem ser acrescentados nessa apuração.

Outras informações devem ser excluídas, como os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação tributária e que não tenham sido computados no período de apuração.

Poderão ser compensados, parcial ou totalmente os prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores, desde que se observe o limite máximo de 30% do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação tributária.

Pode ser muita informação, mas nada que uma boa consultoria tributária não possa ajudar. Tem alguma dúvida? Compartilhe, quem sabe podemos ajudar!

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Você sabe o que é DueDiligence?

Não é de hoje que o número de aquisições, vendas, incorporações, fusões e cisões têm crescido cada vez mais. O mercado se demonstra competitivo e as organizações tendem a se reajustar para manter a sua sobrevivência, ou até mesmo para aumentar os seus lucros.

Mas para que estes processos não arrisquem organizações e investidores, e sejam aplicados com bases de informação suficientes, possibilitando a concretização de um negócio seguro, criou-se um tipo especial de Auditoria, o DueDiligence, ou diligência prévia.

A utilização do DueDiligence dentro de uma empresa possibilita o conhecimento de todos os detalhes de sua situação a fundo, e garante muitas vantagens a compradores, acionistas, investidores, e até mesmo ao próprio vendedor.

As informações adquiridas com a prática levam conhecimentos importantes para a mesa de negociação. O comprador possuirá mais conhecimento sobre a empresa para tentar reduzir o preço de sua aquisição, bem como o vendedor, que poderá traçar estratégias de negociação e também se mostrar mais preparado de frente às tentativas de redução do interessado.

A prática do DueDiligence consiste na análise de documentos e informações de uma empresa,no levantamento de seus ativos e passivos, contábeis e jurídicos, além de mensurar os riscos efetivos e potenciais do negócio proposto, medida que pode prevenir problemas sérios tanto para a empresa quanto para o interessado pelo negócio.

Dentro dessa análise são consideradas informações de processos judiciais e administrativos, certidões de diversas áreas, repartições e contratos com obrigações a vencer, e dependendo da natureza do negócio, ou seja, do ramo empresarial em que se encontra a corporação, pode-se incluir também a análise de outros aspectos como jurídico societários, trabalhistas, ambientais, imobiliários, de propriedade intelectual e tecnológica.

Com o aquecimento da economia e os consequentes números cada vez mais competitivos no mercado, não se pode tomar decisões sem antes analisar a sua viabilidade e sem estratégias traçadas. Não arrisque a sua empresa, ou o seu capital, invista em DueDiligence e observe melhores resultados!

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Entenda o conceito de ERP

Através do avanço da tecnologia têm se criado cada vez mais ferramentas que possibilitem a remodelação e o aperfeiçoamento das atividades das empresas. Uma delas é o ERP (Enterprise Resource Planning) mais conhecido por Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, que tem como característica central otimizar a gestão e consequentemente auxiliar as empresas a atingir os objetivos.

O ERP é um sistema integrado que utiliza um mesmo banco de dados  facilitando o fluxo de informações entre todas as áreas de uma empresa. Ele integra os dados e processos de vários departamentos, possibilitando a automação e armazenamento de todas as informações do negócio.

Através do ERP é possível monitorar todas as transações de forma integrada e não redundante em tempo real. Por exemplo: informação da venda de um produto pelo departamento comercial é disparada para os demais departamentos da empresa, seja de fabricação, estoque de insumos, logística, marketing, financeiro, contabilidade entre outros.

Ele também apresenta outras vantagens como: redução de inserções manuais nos sistemas, redução de custos com pessoal, funcionários bem treinados, redução do tempo de resposta às necessidades do mercado; implementação e monitoramentos das melhoras práticas de gestão e redução do tempo dos processos gerenciais.

Com a utilização do ERP, acaba-se a complexidade do acompanhamento isolado de cada processo. Desse modo a empresa consegue mais subsídios e tempo para planejar, diminuir gastos e repensar sua cadeia de produção, podendo chegar a produzir de forma mais eficiente, reduzindo os custos e melhorando a qualidade dos produtos.

Além disso, ele auxilia também na tomada de decisões, por exemplo, caso uma empresa por alguma razão decide mudar alguns aspectos de fabricação de um produto, todas as áreas corporativas são informadas instantaneamente e possibilitadas de se preparar de forma integrada para o evento. A troca de documentos entre departamentos que demorava horas ou mesmo dias caiu para minutos ou até mesmo segundos.

Alerta-se para o fato que a decisão de implementar um ERP deve estar suportada em um diagnóstico técnico sobre as reais necessidades da empresa. Se a empresa pular essa etapa, estará exposta ao risco de escolher o ERP incompatível com suas necessidades, isso levará a gastos excessivos. Não é incomum empresas que ficam anos e anos tentando concluir a implementação desse sistema, simplesmente, por falta de apoio técnico para tomar a decisão.

Sua empresa utiliza um  ERP? Tem alguma dúvida quanto a implantação? Compartilhe conosco!

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Como funciona uma Auditoria de Sistemas?

Para uma empresa ser bem sucedida ela precisa em primeiro lugar de um bom e efetivo sistema de controle interno. Para isso, são necessários investimentos em tecnologia da informação (TI).

Na velocidade do crescimento do mundo digital e da tecnologia, a área de TI tem cada vez mais suportado o fluxo de informações das empresas. Todos os dados plenamente informatizado são processados eletronicamente e ficam arquivados em ambientes virtuais.

Uma transação entre duas empresas informatizadas poderá se efetivar sem quase nenhuma utilização de documento na forma de papel. Por exemplo, em uma operação de compra de mercadoria, a emissão da nota fiscal, o registro no livro fiscal, os registros contábeis e financeiros e, inclusive, o pagamento podem ser efetuados eletronicamente, ou seja, tudo acontecerá de forma virtual.

Mas sempre surge a dúvida, investir em tecnologia de informação é seguro e confiável? E para responder esta pergunta, ninguém melhor que um Auditor de Sistemas. A Auditoria de Sistemas consiste na:

- Avaliação do sistema de informação utilizado, com a finalidade de conferir se este possui capacidade de suportar adequadamente às necessidades empresa;

- Elaboração e monitoramento de metas;

- Fiscalização do cumprimento de regulamentações e leis estabelecidas pelo serviço de TI utilizado;

- Detecção de pontos críticos que possam arriscar o cumprimento de objetivos;

- Identificação de necessidades, processos repetidos, custos e barreiras que atrapalhem a eficiência dos fluxos de dados;

- Certificação de informações confiáveis e oportunas;

- Redução dos riscos de erros e fraudes.

A fim de realizar todos os quesitos, o Auditor compreende todo o ambiente envolvido, como equipamentos, centros de processamento de dados, software de entradas e processos de informação, controles, arquivos e segurança. É através dessa proposta de mecanismos de controle que o serviço servirá a favor da prevenção, detecção, correção ou recuperação de dados e informações.

A Auditoria de Sistemas não é somente baseada na segurança, ela possibilita a organização a inovar, intermediar, controlar e gerir processos, produtos e serviços de forma contínua, com o objetivo de buscar uma posição de destaque diante de sua concorrência.

Já investiu em sua Auditoria de Sistemas? Tem alguma dúvida sobre o assunto? Compartilhe!

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A importância dos controles internos

Com o avanço tecnológico e a criação de um mercado globalizado mais amplo e competitivo, as empresas e seus administradores são condicionados a se preparar cada vez mais para reagir e responder a esse mercado rapidamente, minimizando os riscos de comprometimento da sobrevivência da organização.

Uma das alternativas para proteger seu patrimônio é a implantação ou o aperfeiçoamento do controle interno, que se baseia em um conjunto de políticas, procedimentos, sistemas operacionais de informação, entre outros instrumentos mantidos pela administração para a condução de suas atividades operacionais e consequente proteção de seus bens.

O controle interno pode ser dividido em dois, em controles administrativos, que tem como objetivo principal ajudar a administração na condução dos negócios, e em controles contábeis, que tem como objetivo proteger ativos e a produção de dados confiáveis para a contabilidade.

Para que o controle interno funcione de maneira eficaz, este deve atender a algumas características básicas, como ser confiável e fidedigno aos registros financeiros, se adequar à realidade da empresa, objetivar a proteção dos ativos, prevenir e detectar roubos e fraudes e ser tempestivo, para possibilitar o fornecimento de informações necessárias no momento da decisão.

Porém, a implantação de um excelente sistema de controle interno não irá resolver todos os problemas se não houver a colaboração dos funcionários da empresa. Isso pode ser otimizado com a colocação de algumas práticas, como o estabelecimento de um organograma que defina as linhas de subordinação funcional e segregação de funções, a criação de um manual de procedimentos com um sistema de autorizações, aprovações e de linhas de responsabilidade, uma estruturação contábil adequada e uma auditoria interna.

A decisão sobre a implantação de um sistema de controles internos deve partir da direção da empresa, dos proprietários ou dos acionistas que desejam garantir uma margem de segurança capaz de evitar fraudes e erros, e a tomada de decisões equivocadas pelos administradores que possam gerar prejuízos futuros para suas organizações. Além de assegurar sua empresa no competitivo mercado atual, otimizará resultados e colocações no cenário mercadológico.

Tem alguma dúvida sobre como implantar controles internos na sua empresa? Compartilhe conosco!

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5 passos para abrir uma franquia de sucesso

Muitos têm o sonho de ter o seu próprio negócio e de se tornar não só um empreendedor, mas também seu próprio chefe. Existem alguns caminhos para chegar a esse objetivo e um deles, que está crescendo bastante no Brasil, é fazer parte de uma rede de franquias. Abrir uma franquia significa usar uma marca, produtos e serviços já posicionados e com reputação já consagrada no mercado, o que torna os riscos bem menores. Contudo, não basta se tornar um franqueado para obter  sucesso, é importante se dedicar ao máximo e conhecer muito sobre o mercado que está entrando.

Veja alguns passos para gerir e investir no seu negócio e não ter que fechar as portas:

1 – Capital de giro: o empresário precisa saber qual é o montante de capital de giro necessário para aplicar no negócio. Isso poderá evitar que meses depois do negócio aberto o empresário tenha que recorrer a empréstimos bancários e ver parte dos seus lucros ir embora por meio de pagamentos de juros. Existem franquias com investimentos de 15 mil reais. Porém, mesmo com valores relativamente baixos, é necessário fazer pesquisas a respeito de cada uma das redes;

2 – Tenha certeza de que é esse o negócio que quer: é fundamental se identificar com o negócio. Não decida apenas com base no sucesso dos outros. Não adianta pagar uma franquia barata se não tem familiaridade com esse mercado ou interesse pelo ramo;

3 – Converse com franqueados e ex-franqueados: trocar experiências é uma forma muito válida de obter conhecimentos e sanar dúvidas. Quem já está há algum tempo na rede pode ajudá-lo a amadurecer a escolha. Além disso, é interessante para os empreendedores saber como a franquia funciona no dia a dia. Antes de tomar sua decisão certifique-se que conseguiu relacionar e analisar as vantagens e desvantagens do negócio;

4 – Faça uma vivência: procure saber com a franqueadora se é possível fazer uma vivência, ou seja, acompanhar durante um período alguma unidade da franquia para tomar uma decisão mais consciente e ficar por dentro de todos os procedimentos operacionais que fazem parte do empreendimento;

5 – Retorno do investimento: É importante lembrar que, no ramo de franquias, é necessário ter paciência. O retorno não aparece da noite para o dia. Em alguns casos, são necessários anos para ter lucro. Sabendo gerir de forma correta e adquirindo cada vez mais conhecimento, o empreendedor pode ter muito sucesso.

Possui ou possuiu alguma franquia? Compartilhe com a gente suas dificuldades e as vantagens desse modelo.

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Copa do Mundo 2014: saiba como funciona a auditoria de grandes eventos

O Brasil vive um momento de reconhecimento: vai sediar as Olimpíadas em 2016 e a Copa do Mundo já em 2014. Além desses dois fatores – que vão mexer, e muito, com a economia e a visibilidade do país –, o crescimento e o desenvolvimento da sexta maior potência mundial é manchete nos noticiários internacionais.

Para tornar possíveis esses dois grandes eventos, muitas obras, licitações e adaptações estão sendo feitas nas principais capitais. A construção de estádios, por exemplo, é destaque. Juntamente com as obras, surge o temor de superfaturamentos, elefantes brancos e fraudes em documentos dos fornecedores que serão atraídos pelos grandes investimentos.

Nos projetos a cargo do Governo Federal, por sua vez, a auditoria é realizada pela Secretaria de Fiscalização e Avaliação de Programas (Seprog), com o objetivo de apresentar os riscos a que o evento Copa do Mundo de Futebol de 2014 está sujeito nas áreas de construção ou reforma de estádios, mobilidade urbana e infraestrutura aeroportuária, e também na sistemática de gerenciamento das ações a cargo do Governo Federal.  As informações recolhidas são transformadas em um relatório, que demonstra todos os riscos de planejamento, implementação e controle identificados, quatro anos antes da realização do evento, nas três áreas de infraestrutura.

Em que o Governo tem que ficar de olho:

Elefante branco: como ocorrido na Copa da África, a parceria público-privado pode acarretar dívidas para a administração pública. Como o financiamento vem de recursos públicos, quem pode ficar com a conta é o governo.

Pagamento de aditivos: como as obras para a Copa no Brasil já estão atrasadas, as empreiteiras e construtoras responsáveis podem pedir o pagamento de aditivos, aumentando o preço final do empreendimento.

Superfaturamento: muitas obras podem ter seu preço elevado, custando mais do que deveria. A auditoria nesse quesito é muito importante para identificar os valores e o tamanho do prejuízo.

A auditoria para um grande evento é um processo longo, demorado e contínuo, ou seja, merece um monitoramento e muita atenção   para reduzir os riscos de fraudes.

Tem alguma dúvida sobre a auditoria em grandes eventos? Compartilhe conosco!

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Empresas: as mudanças nas leis para 2012

Em 2012, muitas mudanças já aprovadas no ano passado passaram a valer a partir do mês de janeiro. Novas leis poderão alterar alguns processos burocráticos e mexer com o bolso das empresas,mas também significam oportunidades. Conheçam algumas dessas mudanças:

Simples Nacional

Para esse ano, houve uma redução na carga tributária das empresas que podem participar do Simples Nacional, sistema que unifica oito impostos diferentes. Estima-se que a mudança da legislação poderá reduzir a carga tributária das micros e pequenas empresas em aproximadamente R$ 4,8 bilhões,   por ano. Essa redução acontece devido ao aumento das faixas anuais de faturamento, que tiveram um acréscimo de 50% sobre os valores anteriores. O limite para a receita bruta anual da microempresa passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil e o da pequena empresa sobe de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. As micros e pequenas empresas representam aproximadamente 77% das empresas brasileiras.

Essa ampliação do Simples Nacional deve beneficiar cerca de 5,6 milhões de empresas e empreendedores individuais por todo o Brasil. As novas medidas podem tornar o cenário empreendedor mais favorável, atraindo novos empreendedores e retirando muitos negócios da informalidade.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli)

Outra nova lei que pode ajudar muito o novo empreendedor é aquela que possibilita a abertura de uma  empresade responsabilidade limitada  sem a necessidade de sócio. Foi criada uma nova categoria de pessoa jurídica, a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), que evita a necessidade de se buscar um sócio simplesmente para cumprir uma exigência legal  para  criação do seu negócio. Referida lei determina o fim das sociedades de “fachada”, ou seja, aquelas onde um segundo sócio consta no contrato social, mas não tem nenhuma participação de fato na sociedade e no negócio. Para isso, o empreendedor deve atender a condição de integralizar  capital social equivalente a  pelo menos 100 vezes  o salário-mínimo, o que correspondente a um investimento inicial de R$ 62.200,00

Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT)

Nesse novo ano, também entra em vigor a exigência da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT) para as empresas. Essa certidão servirá para comprovar a inexistência de débitos da organização com a Justiça do Trabalho. Para os micro-empreendedores, não é uma boa noticia, já que a exigência só acrescenta mais burocracias às suas atividades. A certidão negativa passará a ser exigida para aquelas empresas que participam de licitações públicas. Portanto, é necessário um monitoramento constante com relação aos processos e acordos trabalhistas para evitar surpresa no momento de juntar a documentação para habilitação nos processos de licitação.

Salário Mínimo

Outra importante mudança, que poderá aquecer o mercado brasileiro ficou por conta do aumento do salário- mínimo. A nova lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff permite ao governo editar por decreto o valor do salário mínimo para os próximos quatro anos. Ainda em 2011, o mínimo aumentou de R$ 545 para R$ 622, valor que será válido apenas para pagamentos em fevereiro.

As novas mudanças recomendam cautela e planejamento, elementos fundamentais para se adaptar às novas leis e aproveitar as oportunidades oferecidas pelas mudanças. No mesmo sentido, as empresas, independente do seu porte, devem estar preparadas, pois o aquecimento do mercado, decorrente principalmente da realização da Copa do Mundo e Olimpíadas, representa uma grande oportunidade de crescimento.

Qual dessas mudanças vocês acham que poderá mexer mais com as empresas brasileiras? E a sua empresa está preparada para aproveitar as oportunidades de negócio oferecidas pelo mercado?

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O impacto do aumento do IPI para as empresas automobilísticas

O Governo editou decreto regulamentando o aumento em 30% no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a importação de carros, justamente no momento que as indústrias automobilísticas de outros países ganhavam força no mercado nacional. Será que as montadoras instaladas no Brasil  sofreram algum impacto com esse aumento do IPI?

Com essa nova medida, as empresas nacionais respiraram aliviadas, pois sofriam forte pressão das concorrentes internacionais, como as marcas da China e Coreia, que entraram no mercado com carros mais completos e com preços mais baixos.

Para entrar na concorrência nacional sem a redução do IPI, a tendência é que as montadoras invistam em fábricas no Brasil. A ANFAVEA, associação responsável por coordenar e defender os interesses  ddas fabricantes de automóveis, acredita que tal ação só contribuirá para o crescimento e expansão das indústrias e empresas ligadas ao setor automobilístico em nosso país.

O impacto do aumento de IPI no Brasil para as empresas internacionais foi grande. As vendas de carros importados caíram devido aos preços, que aumentaram consideravelmente após o decreto.

Aqui no Brasil, os efeitos não foram sentidos de imediato. Apenas aquelas empresas que não utilizam boa parte das peças brasileiras sofreram, pois teriam que, de acordo com a medida, “nacionalizar” os seus carros.  Os resultados das montadoras, que eram previstos como negativos, acabaram sendo positivos em novembro, mas nada garante que seja pelo aumento dos produtos importados. Mesmo com esse crescimento, as empresas vão contar com metas de vendas abaixo das expectativas para 2011, já que o impacto do aumento do IPI poderá ser sentido de médio a longo a prazo no país.

De acordo com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, essa medida foi adotada para proteger as empresas brasileiras do aumento da concorrência de produtos importados. Com isso, o Governo espera que a produção não sofra nenhum impacto nas vendas e na produção industrial. Algumas marcas chinesas, por exemplo, que estavam concorrendo com montadoras nacionais, receberam a notícia e recorreram alegando protecionismo por parte do Brasil, o que é proibido nas negociações comerciais.

Já sentiu alguma mudança provocada pelo aumento do IPI? Compartilhe aqui suas experiências!

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Os efeitos da crise econômica nas empresas brasileiras

Crise econômicaO ano de 2011 foi bem movimentado e delicado em relação à situação econômica brasileira e mundial. Depois de 2008, o mundo se encontrou novamente em meio a uma crise, com diversos países europeus pedindo ajuda financeira para não quebrarem. O euro, moeda considerada forte e referência nas transações internacionais, está sob risco de sobrevivência e alguns países dessa zona já convivem com recessão na sua economia. Qual o efeito da crise atual  no Brasil?

Mesmo que atualmente o país se encontre  em situação  melhor do que em outras ocasiões para enfrentar os impactos da crise, com fundamentos econômicos mais sólidos, o Brasil não escapará de sofrer em alguns aspectos. Embora ainda amparado, principalmente, em seu mercado interno, a crise acentuada nos países europeus e a situação atual nos Estados Unidos nos fazem prever momentos pouco esperançosos também para nós. O PIB, que já tinha uma previsão do governo de crescimento baixo, de 2,9%, deverá crescer  apenas por volta de  2,4% neste ano. Isso em parte se deve à crise internacional, embora o pequeno crescimento seja, na verdade, efeito do  impulso econômico exagerado provocado pelo governo em 2010, sob influência do panorama eleitoral, o que também elevou substancialmente a inflação em 2011. Outro dado relevante é que apesar de ainda  positiva, a criação de novos empregos foi a menor desde 2008.

Diante desse panorama, as empresas já mostram uma grande preocupação com possíveis impactos da crise mundial:

- queda nas vendas, possivelmente mais intensa em companhias exportadoras;

-continuidade da redução da atividade industrial, também como resultado de incremento na competição internacional;

- alguma queda do consumo interno, com os primeiros sinais já sendo observados;

- dificuldade de obter crédito no mercado, em especial de fontes externas.

O Brasil deve adotar, e na verdade já tem adotado, algumas medidas para tentar absorver o choque que essa crise, inclusive seus componentes tupiniquins, pode trazer  para as nossas empresas. Alguns bancos e setores da indústria já estão também se adiantando nesse sentido, em resposta a um possível agravamento da situação.   Vale lembrar que a crise econômica de 2008 afetou 52% das empresas, a maioria delas de grande porte, e que 30% delas sentem  efeitos até hoje.

Sua empresa está preparada, já elaborou um plano de contingência, para enfrentar um indesejado,  mas  possível agravamento da crise econômica?

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